O planejamento de voo VFR no Brasil exige preenchimento do formulário ICAO com dados de rota, altitude, combustÃvel e informações da aeronave. O processo segue o RBAC 91 e deve ser feito antes de cada voo que cruze mais de 90 km do aeródromo de partida. Este guia cobre cada campo do plano ICAO com um exemplo real de SBJR para SBBH.
Neste artigo
- Quando o plano de voo VFR é obrigatório?
- Quais são os campos do plano de voo ICAO?
- Como selecionar a rota VFR com waypoints?
- Como escolher a altitude de cruzeiro VFR?
- Como calcular combustÃvel para voo VFR?
- Como preencher o plano de voo ICAO passo a passo?
- Exemplo completo: Plano SBJR para SBBH
- Motivos comuns de rejeição do plano de voo
- Perguntas frequentes
Quando o plano de voo VFR é obrigatório?
O plano de voo VFR é obrigatório para voos que cruzem mais de um aeródromo ou que se afastem mais de 90 km do aeródromo de partida. Voos locais dentro de 90 km do aeródromo e na mesma CTR não exigem plano de voo, apenas contato rádio com o órgão ATS local.
Definição: Plano de voo é o documento que contém informações especÃficas sobre o voo pretendido, apresentado a um órgão de serviço de tráfego aéreo antes da partida. No Brasil, segue o formato ICAO padronizado (formulário FPL).
Situações que exigem plano de voo VFR
- Voo de navegação — qualquer voo entre dois aeródromos diferentes
- Afastamento maior que 90 km — mesmo sem pousar em outro aeródromo
- Cruzamento de CTR — voos que entram em outra CTR/TMA
- Voo noturno VFR — obrigatório quando permitido
- Sobrevoo de área restrita ou perigosa — quando autorizado
- Voo internacional — sempre obrigatório
Prazo de apresentação
O plano de voo deve ser apresentado com antecedência mÃnima:
| Tipo | Antecedência mÃnima | Validade |
|---|---|---|
| VFR doméstico | 60 minutos antes do EOBT | 1 hora após EOBT |
| VFR internacional | 120 minutos antes do EOBT | 1 hora após EOBT |
| Repetitivo (RPL) | Conforme acordo ATS | Conforme perÃodo |
Se o voo não decolar dentro de 1 hora após o EOBT (Estimated Off-Block Time), o plano é automaticamente cancelado. O piloto deve apresentar novo plano ou solicitar atraso (DLA).
Quais são os campos do plano de voo ICAO?
O plano de voo ICAO possui 19 campos, organizados em 3 seções: identificação, rota e informações suplementares. Cada campo tem formato e regras especÃficas. Erros de preenchimento resultam em rejeição pelo ATS.
Todos os campos do plano ICAO
| Campo | Nome | Conteúdo | Exemplo VFR |
|---|---|---|---|
| 7 | Identificação | MatrÃcula da aeronave | PRXYZ |
| 8 | Regras de voo / Tipo | V=VFR, G=geral | V/G |
| 9 | Número e tipo / Esteira | Tipo ICAO + esteira | 1/C172/L |
| 10 | Equipamento / Vigilância | Equipamentos COM/NAV + SSR | S/C |
| 13 | Partida / Hora | ICAO + EOBT (UTC) | SBJR1200 |
| 15 | Velocidade / NÃvel / Rota | TAS + altitude + rota | N0110A075 DCT VOLTA REDONDA DCT |
| 16 | Destino / Duração / Alternativa | ICAO + EET + ALT | SBBH0220 SBCF |
| 18 | Informações diversas | DOF, REG, PBN, RMK | DOF/260214 REG/PRXYZ |
| 19 | Informações suplementares | Autonomia, POB, equipamento de emergência | E/0430 P/2 |
Campos mais complexos
Os campos 10, 15 e 18 são os que geram mais dúvidas e erros. Vamos detalhar cada um.
Campo 10 — Equipamento:
O campo 10 é dividido em duas partes: equipamento COM/NAV e equipamento de vigilância SSR.
| Letra | Equipamento COM/NAV | Explicação |
|---|---|---|
| N | Nenhum | Sem COM/NAV |
| S | Equipamento padrão | VHF, VOR, ILS |
| G | GNSS (GPS) | Navegação por satélite |
| R | PBN aprovado | Performance Based Navigation |
| D | DME | Distance Measuring Equipment |
| O | VOR | VHF Omnidirectional Range |
| F | ADF | Automatic Direction Finder |
| Letra | Equipamento SSR | Explicação |
|---|---|---|
| N | Nenhum | Sem transponder |
| A | Transponder modo A | Código apenas |
| C | Transponder modo A+C | Código + altitude |
| S | Transponder modo S | Modo S com dados |
Campo 15 — Velocidade, nÃvel e rota:
O formato do campo 15 segue a sequência: velocidade + nÃvel + rota.
| Elemento | Formato | Exemplo | Explicação |
|---|---|---|---|
| Velocidade (TAS) | N + 4 dÃgitos (kt) | N0110 | 110 nós |
| NÃvel (altitude) | A + 3 dÃgitos (centenas ft) | A075 | 7.500 ft |
| NÃvel (FL) | F + 3 dÃgitos | F095 | FL095 |
| Rota direta | DCT | DCT | Direto entre pontos |
| Waypoint | Nome do ponto | VOLTA REDONDA | Referência de navegação |
Como selecionar a rota VFR com waypoints?
A rota VFR deve permitir navegação por referência visual. Os waypoints são selecionados com base em pontos de referência facilmente identificáveis do ar: cidades, confluências de rios, lagos, rodovias e montanhas.
Critérios para seleção de waypoints VFR
- Visibilidade do ar — o ponto deve ser facilmente identificável a pelo menos 10 NM
- Espaçamento — intervalos de 20-50 NM entre waypoints
- Alternativas na rota — aeródromos a no máximo 30 NM da rota para pouso de emergência
- Terreno — evitar sobrevoo de áreas sem referência visual (floresta densa, deserto, mar aberto)
- Espaço aéreo — verificar CTR/TMA na rota e frequências de contato
Tipos de referência para waypoints VFR
| Tipo | Identificação | Exemplo |
|---|---|---|
| Cidade | Nome no plano | DCT VOLTA REDONDA |
| Aeródromo | ICAO 4 letras | DCT SDOW |
| VOR/NDB | Identificador 3 letras | DCT GLN |
| Coordenada | Graus/minutos | DCT 2230S04530W |
| Ponto reportado | Nome publicado | DCT ALPHA |
Espaço aéreo e contato na rota
Para voos VFR que cruzam espaço aéreo controlado, o piloto deve contatar o órgão ATS responsável antes de entrar. A sequência tÃpica é:
- SaÃda — contato com TWR/APP do aeródromo de partida
- Em rota — contato com FIS (Serviço de Informação de Voo) da FIR
- Aproximação — contato com APP/TWR do aeródromo de destino
Como escolher a altitude de cruzeiro VFR?
A altitude de cruzeiro VFR segue a regra semicircular e deve considerar terreno, performance da aeronave, espaço aéreo e conforto. O teto VFR no Brasil é FL145 (14.500 ft).
Definição: A regra semicircular determina as altitudes VFR com base na proa magnética da aeronave, conforme ICA 100-12. Proas de 000° a 179° usam altitudes Ãmpares + 500 ft. Proas de 180° a 359° usam altitudes pares + 500 ft.
Tabela completa de altitudes VFR
| Proa magnética | Altitudes disponÃveis |
|---|---|
| 000° a 179° (Norte→Leste→Sul) | 3.500, 5.500, 7.500, 9.500, 11.500, 13.500 ft |
| 180° a 359° (Sul→Oeste→Norte) | 4.500, 6.500, 8.500, 10.500, 12.500, 14.500 ft |
Critérios para escolha da altitude
Considere estes fatores ao selecionar a altitude de cruzeiro:
- Terreno — mÃnimo 1.000 ft acima do obstáculo mais alto num raio de 8 km da rota
- Regra semicircular — altitude compatÃvel com a proa magnética
- Vento — altitude com vento favorável (consultar carta de vento em altitude)
- Visibilidade — acima da camada de neblina ou haze
- Conforto — temperatura e pressurização (se aplicável)
- Teto VFR — máximo FL145 (14.500 ft) sem plano IFR
- Espaço aéreo — evitar TMA/CTR com piso baixo quando possÃvel
Teto VFR e transição para IFR
Voos VFR no Brasil não podem exceder FL145 (14.500 ft). Acima de FL145, apenas voos IFR são permitidos. Para voos VFR acima de FL100 (10.000 ft), a visibilidade mÃnima aumenta para 8 km.
Se a rota exige altitude acima de FL145 por motivo de terreno (ex: travessia dos Andes), o piloto deve apresentar plano IFR ou selecionar rota alternativa com terreno mais baixo.
Como calcular combustÃvel para voo VFR?
O cálculo de combustÃvel é uma das partes mais crÃticas do planejamento. CombustÃvel insuficiente é fator contribuinte em acidentes e incidentes. O RBAC 91 estabelece mÃnimos que devem ser rigorosamente seguidos.
Componentes do combustÃvel VFR
| Componente | Cálculo | Obrigatório |
|---|---|---|
| Táxi | 5 litros (estimativa padrão) | Sim |
| Trip | Consumo (L/h) x tempo de voo (h) | Sim |
| Contingência | 5% do combustÃvel de trip | Sim (ICAO) |
| Reserva final | 30 min de consumo (avião) | Sim (RBAC 91) |
| CombustÃvel total | Táxi + Trip + Contingência + Reserva | Sim |
| CombustÃvel a bordo (FOB) | Total arredondado para cima | Informar no campo 19 |
Fórmula passo a passo
Siga esta sequência para calcular o combustÃvel:
- Determine o consumo horário — consulte o POH da aeronave para a altitude e potência planejadas
- Calcule o tempo de voo — distância (NM) / groundspeed (kt)
- Calcule o combustÃvel de trip — consumo x tempo de voo
- Adicione contingência — trip x 0,05 (5%)
- Adicione reserva final — consumo x 0,5 (30 minutos)
- Adicione táxi — 5 litros
- Some tudo — este é o combustÃvel mÃnimo
Exemplo de cálculo
Voo SBJR→SBBH em Cessna 172S:
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Distância | 230 NM |
| TAS | 110 kt |
| Vento em altitude | 10 kt de proa |
| Groundspeed (GS) | 100 kt |
| Tempo de voo | 230 / 100 = 2,30 h = 2h18 |
| Consumo | 34 L/h (7.500 ft, 75% potência) |
| Táxi | 5 L |
| Trip | 34 x 2,30 = 78,2 L |
| Contingência 5% | 78,2 x 0,05 = 3,9 L |
| Reserva 30 min | 34 x 0,5 = 17 L |
| Total | 104,1 L |
| FOB mÃnimo | 105 L (arredondado) |
Autonomia vs FOB
| Conceito | Definição | Uso |
|---|---|---|
| FOB (Fuel On Board) | CombustÃvel carregado na aeronave | Campo 19 do plano |
| Autonomia | Tempo que o FOB permite voar | Campo 19 do plano |
| Endurance | Autonomia total com reserva | Limite operacional |
Para calcular a autonomia: FOB (litros) / consumo (L/h) = autonomia (horas).
Exemplo: 105 L / 34 L/h = 3h05 de autonomia. Campo 19: E/0305.
Como preencher o plano de voo ICAO passo a passo?
O preenchimento do plano ICAO deve seguir a ordem dos campos e respeitar os formatos exatos. Qualquer desvio do formato resulta em rejeição pelo sistema ATS.
Preenchimento campo a campo
Campo 7 — Identificação da aeronave: Insira a matrÃcula brasileira sem hÃfen. Exemplo: PRXYZ (não PR-XYZ).
Campo 8 — Regras de voo e tipo: Para VFR: V (visual). Tipo: G (geral, não programado). Formato: V/G.
Campo 9 — Número, tipo e esteira: Formato: número de aeronaves / tipo ICAO / categoria de esteira. Exemplo: 1/C172/L (1 Cessna 172, esteira leve).
| Esteira | Peso máximo | Exemplos |
|---|---|---|
| L (leve) | Até 7.000 kg | C172, PA28, C182 |
| M (média) | 7.000 a 136.000 kg | B737, A320, E195 |
| H (pesada) | Acima de 136.000 kg | B777, A340, B747 |
| J (super) | A380 | A388 |
Campo 10 — Equipamento: Liste os equipamentos COM/NAV instalados e operacionais. Exemplo: SG/C (padrão + GPS / transponder modo C).
Campo 13 — Partida e hora: ICAO do aeródromo + EOBT em UTC. Formato: SBJR1200 (Jacarepaguá, 12:00 UTC).
Campo 15 — Velocidade, nÃvel e rota: Formato: velocidade + nÃvel + rota com waypoints. Exemplo: N0110A075 DCT VOLTA REDONDA DCT JUIZ DE FORA DCT SBBH
Campo 16 — Destino, duração e alternativa: ICAO destino + EET + ICAO alternativa. Formato: SBBH0220 SBCF (Pampulha, 2h20, alternativa Confins).
Campo 18 — Informações diversas: Informações que não cabem nos campos anteriores. Campos comuns:
| Indicador | Conteúdo | Exemplo |
|---|---|---|
| DOF/ | Data do voo (YYMMDD) | DOF/260214 |
| REG/ | MatrÃcula com hÃfen | REG/PRXYZ |
| PBN/ | Performance Based Navigation | PBN/B2C2 |
| EET/ | Tempo estimado por FIR | EET/SBCW0045 SBBS0130 |
| RMK/ | Observações | RMK/TREINAMENTO |
Campo 19 — Informações suplementares:
| Indicador | Conteúdo | Formato |
|---|---|---|
| E/ | Autonomia | E/0305 (3h05) |
| P/ | Pessoas a bordo | P/2 |
| R/ | Rádio de emergência | R/U (UHF) ou R/V (VHF) |
| S/ | Equipamento de sobrevivência | S/P (polar), S/D (deserto), S/M (marÃtimo), S/J (selva) |
| J/ | Coletes salva-vidas | J/L (luzes), J/F (fluoresceÃna), J/U (UHF), J/V (VHF) |
| D/ | Dinghies (botes) | D/2 4 C YELLOW |
| A/ | Cor da aeronave | A/WHITE RED |
| C/ | Nome do piloto | C/SILVA |
Exemplo completo: Plano SBJR para SBBH
Veja o plano de voo ICAO completo preenchido para SBJR (Jacarepaguá) → SBBH (Pampulha, Belo Horizonte) em Cessna 172S.
Dados do planejamento
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Aeronave | C172S, matrÃcula PR-XYZ |
| Equipamento | VHF, VOR, GPS, Transponder C |
| Distância | 230 NM |
| Proa magnética | ~340° (Norte) |
| Altitude | 7.500 ft (Ãmpar + 500, proa Norte) |
| TAS | 110 kt |
| Vento | 10 kt de proa |
| GS | 100 kt |
| Tempo de voo | 2h18 |
| CombustÃvel total | 105 L |
| Autonomia | 3h05 |
Mensagem ICAO completa
(FPL-PRXYZ-VG -1/C172/L-SG/C -SBJR1200 -N0110A075 DCT VOLTA REDONDA DCT JUIZ DE FORA DCT SBBH -SBBH0220 SBCF -DOF/260214 REG/PRXYZ -E/0305 P/2 R/V S/J J/LFV A/WHITE RED C/SILVA)
Explicação linha por linha
- FPL-PRXYZ-VG — Plano de voo, matrÃcula PR-XYZ, VFR Geral
- 1/C172/L-SG/C — 1 aeronave C172 leve, equipamento padrão+GPS, transponder C
- SBJR1200 — Partida de Jacarepaguá às 12:00 UTC
- N0110A075... — TAS 110 kt, altitude 7.500 ft, rota direta via Volta Redonda e Juiz de Fora
- SBBH0220 SBCF — Destino Pampulha, EET 2h20, alternativa Confins
- DOF/260214 REG/PRXYZ — Data 14/02/2026, matrÃcula
- E/0305 P/2... — Autonomia 3h05, 2 pessoas, equipamentos de emergência
Motivos comuns de rejeição do plano de voo
O ATS rejeita planos de voo com erros de formato ou inconsistências. Conheça os motivos mais comuns e como evitá-los.
Lista de motivos de rejeição
- Formato de velocidade incorreto — deve ser N + 4 dÃgitos (N0110, não N110)
- Formato de altitude incorreto — A + 3 dÃgitos para altitude (A075, não A7500) ou F + 3 dÃgitos para FL
- Altitude VFR incompatÃvel com proa — proa Norte em altitude par (deve ser Ãmpar+500)
- EOBT no passado — hora de partida já passou
- Aeródromo inexistente — código ICAO inválido
- CombustÃvel insuficiente — autonomia menor que EET + reserva
- Tipo de aeronave inválido — código ICAO incorreto (C172, não Cessna172)
- Campo 18 sem DOF — data do voo obrigatória
- Alternativa igual ao destino — aeródromo alternativa deve ser diferente do destino
- MatrÃcula inválida — formato brasileiro PR + 3 letras, sem hÃfen no campo 7
Como evitar rejeições
Antes de submeter o plano:
- Valide o formato de cada campo conforme a tabela ICAO
- Verifique a regra semicircular — altitude compatÃvel com a proa
- Confirme códigos ICAO — aeródromos e tipo de aeronave
- Calcule combustÃvel com todas as componentes (trip + contingência + reserva)
- Revise o campo 18 — DOF e REG preenchidos
- Use ferramenta de validação — o AeroCopilot valida automaticamente com 45+ regras
Perguntas frequentes
Quando o plano de voo VFR é obrigatório?
O plano de voo VFR é obrigatório para voos entre aeródromos diferentes e para voos que se afastem mais de 90 km do aeródromo de partida. Voos locais dentro de 90 km e na mesma CTR não exigem plano, apenas contato rádio com o órgão ATS.
Quais são os campos do plano de voo ICAO?
O plano ICAO tem 19 campos organizados em 3 seções. Os campos principais são: 7 (identificação), 8 (regras/tipo), 9 (aeronave), 10 (equipamento), 13 (partida), 15 (velocidade/nÃvel/rota), 16 (destino), 18 (informações diversas) e 19 (suplementares).
Como funciona a regra semicircular para altitude VFR?
Proa magnética de 000° a 179° usa altitudes Ãmpares + 500 ft (3.500, 5.500, 7.500). Proa de 180° a 359° usa altitudes pares + 500 ft (4.500, 6.500, 8.500). O teto VFR é FL145. A regra está na ICA 100-12 do DECEA.
Qual a reserva de combustÃvel mÃnima para VFR?
A reserva final mÃnima para voo VFR é de 30 minutos de consumo para aviões e 20 minutos para helicópteros, conforme RBAC 91. Além disso, deve-se adicionar contingência de 5% sobre o combustÃvel de trip. Taxiamento consome aproximadamente 5 litros adicionais.
Com quanto tempo de antecedência devo apresentar o plano?
O plano de voo VFR doméstico deve ser apresentado com antecedência mÃnima de 60 minutos antes do EOBT. Para voos internacionais, a antecedência mÃnima é de 120 minutos. O plano é válido por 1 hora após o EOBT.
O que acontece se eu não apresentar plano de voo?
Voar sem plano de voo quando obrigatório constitui infração ao RBAC 91. O ATC pode negar autorização de decolagem. Em caso de incidente ou acidente, a ausência de plano agrava a responsabilidade do piloto. A ANAC pode aplicar multa e suspensão.
Quais ferramentas auxiliam no planejamento VFR?
As principais fontes são AISWEB (cartas, NOTAMs), REDEMET (meteorologia), POH da aeronave (performance) e calculadoras de navegação. O AeroCopilot integra todas essas fontes em um wizard que guia o preenchimento com 45+ validações automáticas.
Preencha seu plano de voo com validação automática
O AeroCopilot possui um wizard de plano de voo que guia cada campo do formulário ICAO com 45+ validações automáticas. O sistema verifica regra semicircular, combustÃvel mÃnimo, formato de campos, alternativa diferente do destino e todos os requisitos do RBAC 91. Erros são sinalizados antes da submissão, eliminando rejeições pelo ATS.
Crie sua conta gratuita e planeje seu próximo voo com confiança.
Fontes: ANAC — RBAC 91 (Regras Gerais de Operação), DECEA — ICA 100-12 (Regras do Ar), ICAO Doc 4444 (PANS-ATM), ICAO Annex 2 (Rules of the Air), DECEA — AIP Brasil (Publicação de Informação Aeronáutica).
